Antes de começar a reproduzir gerbils ou esquilos da mongólia, há MUITAS questões que devem ser consideradas.
Criar gerbils não é apenas colocar um macho e uma fêmea juntos e esperar para ver no que vai dar. Não basta ler esta página para começar uma criação responsável, pois você precisará estudar MUITO e se dedicar bastante. Afinal, você estará criando animais de estimação, e quanto mais tempo você gastar com os filhotes, amansando-os, melhores mascotes eles serão. Antes de mais nada, é necessário conhecer bastante sobre gerbils, sua procriação e sua genética, fazer um bom plano de criação, achar bons padreadores e pensar em qual será o destino dos filhotes. Eles serão vendidos para uma loja de animais (geralmente essas lojas não dão os devidos cuidados e não se importam com o destino deles) ? Você tem amigos que ficarão com eles? Você os anunciará em revistas e lojas de animais? Terá uma página na internet? E se não conseguir encontrar um bom lar para os filhotes? Estas são apenas algumas perguntas que você deverá se fazer antes de pensar em iniciar uma criação. Um gerbil tem, em média, 6 filhotes por ninhada e 7 a 20 ninhadas durante toda a vida, e isto significa que você precisará arranjar pelo menos cerca de 3 bons lares por ninhada. Como a maioria dos roedores, os gerbils se reproduzem com bastante facilidade, bastando juntar um macho e uma fêmea na mesma gaiola. No entanto, se ambos não se conhecerem desde filhotes, será necessário fazer uma cuidadosa apresentação, que nem sempre dá certo. O gerbil atinge sua maturidade por volta de 10-12 semanas de vida, e permanece produtivo até cerca de 18-24 meses. No entanto, se uma fêmea jovem for colocada na presença de um macho maduro, ela poderá ficar fértil antes do período normal. A fêmea entrará no cio a cada 4-6 dias em média e permanecerá fértil por cerca de 12 horas. O cruzamento normalmente deverá ocorrer à noite, quando o macho baterá várias vezes as patas traseiras no chão da gaiola e montará na fêmea. Se esta aceitá-lo, ela levantará a parte traseira e afastará lateralmente a cauda, se não, fugirá. O macho montará várias vezes na fêmea, por cerca de 2 segundos de cada vez, antes de ejacular. O macho checará seus órgãos genitais a cada vez que montar e desmontar, e quando ambos (macho e fêmea) checarem seus órgãos genitais, ele provavelmente terá ejaculado. O ideal é colocar apenas um macho e uma fêmea juntos, e mantê-los juntos durante toda vida. Os gerbils são monogâmicos e se apegam ao seu par, não devendo ser separados sem necessidade.
Embora não pareça haver maiores problemas em colocar dois machos e um fêmea juntos (exceto pelo fato de que você não saberá quem é o pai), não é recomendado colocar duas fêmeas e um macho juntos, pois sendo a fêmea o sexo dominante da espécie, eventualmente elas podem brigar pelo macho.
Em geral, cerca de 15 dias após o cruzamento, já dará para notar que a fêmea está prenha. Ela ficará mais gordinha, "barriguda" e arredondada, e, olhando de perto, você notará que a barriga dela está cheia de "carocinhos". Durante a gravidez, ela comerá e beberá mais, e é recomendável reforçar sua dieta com mais proteína (ração de gato é uma boa opção) e alguma vitamina líquida, como Vita Gold, Roevit ou Hidrovit, se você já não estiver usando-as.
A gravidez durará 21-24 dias e, em geral, pouco depois do nascimento dos filhotes, os pais acasalarão novamente. Se esta gravidez pegar, o que nem sempre ocorre, a implantação dos filhotes no útero sofrerá um atraso, e esta segunda ninhada só nascerá após o desmame da ninhada atual. Em geral, os gerbils têm ninhadas de 7 em 7 semanas, embora possam ocorrer até de 5 em 5 semanas.
Não é necessário dar "descanso" artificial à fêmea, pois o próprio casal se regulará de forma a não se sobrecarregar com muitos filhotes. Às vezes, principalmente em se tratando de casais mais velhos, os gerbils darão descansos maiores entre as ninhadas.
Uma dúvida que muitas pessoas têm é quanto a deixar ou não o pai na gaiola após o parto. Embora o pai se afaste do ninho por algumas horas (ou mesmo dias, em alguns casos) após o parto, ele deverá sim ser deixado na gaiola, pois mais tarde ele ajudará a criar os filhotes, limpando-os e tomando conta deles. Além disso, se o pai for removido da gaiola, será bastante difícil apresentá-lo à fêmea depois, sendo necessário fazer a apresentação. O macho tem mania de roubar os filhotes por se sentir sozinho então você deve coloca-lo de volta sem pega-lo na mão, pois a mãe pode estranhar o cheiro e regeita-lo. Não é recomendado deixar a ninhada anterior junto com os pais e a nova ninhada, a não ser que o espaço seja muito grande ou que a ninhada anterior tenha sido pequena, pois a mãe pode ficar estressada com a superpopulação na gaiola e matar os filhotes mais novos. Caso você não queira uma segunda ninhada, será necessário remover o pai da gaiola imediatamente após o parto, e a fêmea terá que cuidar dos filhotes sozinha. Embora esta não seja uma situação ideal, é a maneira mais econômica de impedir que eles cruzem novamente. A outra maneira seria castrando o macho, através de uma operação que deverá ser realizada por um veterinário especializado. No caso de separação do casal, quando os filhotes desmamarem apresente um macho ao pai e deixe uma fêmea com a mãe, para lhes fazer companhia.